segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

MENINO FRANZINO

Photobucket

Menino franzino, cabedula rasgada
Descalço, faminto, sujo perdido
Escondido na cidade como que a medo
Dormia na rua, á cacimba e sem esteira
Estendia a mão e a quinhenta pedia.
Mwana perdido que todos corriam
Á pancada ao desprezo de todos fugia.
“Quinhenta patrão!”, ninguém o ouvia,
E o menino pedia e chorava em vão
Uma quinhenta , que ninguém deu
A moedinha branca precisa pró pão.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

OUTONO

Photobucket


Sento-me à janela do meu quarto
Vejo as folhas das árvores que caem
Balançam leves ao sabor do vento
As folhas já velhas e amarelecidas.
Cobrem o chão que muda de cor
Num tapete amarelo-vermelho
O sol que nos aquece, fraquinho!
E arrefece esta alma tão sozinha…
Com elas, morrem meus amores,
Enquanto a chuva caí de mansinho!


domingo, 25 de novembro de 2012

NA QUIETUDE DESTA TARDE.

Photobucket

Na plena quietude desta tarde
Só se ouve o cair da chuva
Caí miudinha, sem grande alarde
E  mais que nunca queria ser tua!

Escoam-se as águas pelos beirais
Meu pensamento anda á solta
Não sei qual deles corre mais
Só sei que ambos vão sem volta.

Corrente de água que engrossa
Pensamentos em sonhos formados
Puros e lindos como as rosas
Perfumam e caem desmanchados!

A água da chuva que terá seu fim
Alimentar os seres tão sedentos
Meus pensamentos, esses, enfim…
Servem só meus desalentos!

sábado, 24 de novembro de 2012

DIA DE CHUVA

Photobucket



Chuva miúda que só molha a rua
No contraste com a tristeza
Que me atropela  as ideias
É esta chuva gelada
Que lava a alma
E apodrece o corpo
Também seca as alegrias
Os sorrisos espontâneos
Isola-me de tudo e de todos
Fico tão só neste dia,
E as lágrimas que não caem!



terça-feira, 20 de novembro de 2012

QUATRO PEDRINHAS

Photobucket


Tenho dentro de minha mão
Escondidas apertadinhas
Quatro pedrinhas que me deste
Tão pequenas e polidinhas.
Apanhaste-as naquela praia
Quando passeávamos sozinhos,
E tantas outras encontradas
Que ficaram pelo caminho.
Dizias-me  com ar brejeiro:
Uma eram as flores,
A segunda joias  merecidas
A terceira beijos perdidos
A ultima nossos amores
Que jamais seriam esquecidos.
E nosso amor cresceu e cresceu...
Hoje de mesmo modo lindas
Olho-as com ternas saudades
Porque nosso amor morreu!





segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A GAROTA

Photobucket


A Garota que aqui vejo
Não é fina nem letrada
Prende os olhares de quem passa
Veste capulana de muitas cores
Tem uma tez aveludada
E um olhar muito doce
A garota que aqui vejo
Caminha leve como uma gazela
Estica bem a sua carapinha
Cheira ás águas do meu Zambeze
Ri-se quando lhe digo que é tão bela
Baixa os olhos envergonhada
A garota que aqui vejo
É a cara das gentes da minha terra.

domingo, 18 de novembro de 2012

Os versos...



Os versos são pássaros que chegam
Não sei de onde nem porquê
Fazem companhia á solidão
Voam livremente e pousam
Na folha branca onde escrevo.
Alimentam-se das palavras doces
Amargas, e tristes, sei lá…
Cantam as vitórias de minha alma
Partem com as tristezas que recolhem!