sábado, 3 de janeiro de 2015

Cansada







Um imenso torpor invade meu corpo
Sinto que até alma foge de mim
Quem sabe se de tanto cansaço
Me queira deixar ficar assim!
Deixo-me cair no velho sofá
Enrolada a um canto, esquecida.
Só a imaginação não me deixa ficar só
Sinto teus braços que me rodeiam
Em teu peito minha cabeça descansa
Um copo de whisky bebido a dois
Entre beijos de carinho e amor
A musica do velho vinil que vai rodando
Adormece o corpo alegra a alma.

Regresso ao mundo, foi-se o cansaço!

(flordeacacia)

ESPERANDO POR TI





Banhei minhas carnes rosadas

Nas águas frias da manhã

Perfumei meu corpo de alfazema

Que enrolei na capulana florida.

Meus cabelos, molhados enfeitei

Com aquela zinia amarela do jardim

De verde água avivei meu olhar

E pintei minha boca de cor carmim.

Ansiosa sentei-me esperando

Meu amor que tardava em chegar!

(flordeacacia)

A VELHA IKENNA








A VELHA IKENNA

Partiste, nem sei porquê

Fugiste, de quem te quis

Te deu a mão,  ajudou

A deixar de sentires os sons de Africa

Os uivos da hienas

O rastejar das cobras

O grasnar dos corvos.

Partiste, deixa-te para tras

Quem  te protegeu dos cacimbos da noite

Do crepitar da fogueira que te aqueceu.

Segue teu caminho que os chicuembos

Da velha Ikenna bruxa  dos embondeiros


Te irão proteger no teu novo caminho.!

(FLORDEACACIA)

Fio de missanga






De idade já avançada, acaricia

O velho fio de missanga

De contas já gastas e sem brilho

Azuis, brancas, e outras cores.

Roubou-o numa noite a medo

Após momentos de paixão.

Ainda quente o corpo balançava

Ao ritmo acelerado da respiração.

Hoje fecha os olhos e ainda sonha

Nos momentos com ela sem igual

E desfia as contas uma a uma

Sente-as quentes como outrora

E por cada conta que passa

Ainda sente seu corpo latejar.

(FLORDEACACIA)