sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

IMAGINARIO

acacia

Peguei num pincel que achei
No chão dum jardim imaginario
Uma tela perdida na história
Umas tintas velhas, e meias secas.
Rabisca aqui, e apaga ali
Que desenhos tão bonitos….,
Minha mão não pára de riscar.
Pinta, azuis, verdes, e amarelos
O vermelho do fogo da minha terra
Cenas dessa minha África tão amada
Minha mão não pára de pintar.
Gentes alegres, animais e flores lindas
Recordações bonitas e bem guardadas
São coisas que não conseguem morrer
Lembranças por isso chamadas eternas.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Oh. África

por do so em tete

Cai a noite escura de mansinho
Corre uma brisa que refresca
Lá longe o forte som dos batuques
O restolhar dos bichos nocturnos.
O cheiro forte de terra molhada!
Deitada na velha cadeira de lona
Ouvido colado ao pequeno rádio
Esqueço o tempo naquela música
Que nos aquece a alma e o coração.
A mãe envolve o menino na capulana
Protegendo da cacimba da noite
Estendida na esteira ela dorme,
Nada quebra aquele silêncio místico.
Oh. África mãe de todos nós
Envolve-me com todo teu feitiço
E jamais me poderei sentir só!