Um
dia voltarei a Tete
Nesse
dia irei a Boroma
Irei contornando o rio
Pela esburacada picada
Rezar naquele santuário
De bancos de madeira
E chão de pedra tão frio.
No nicho á sua entrada
Colocarei velas acesas
Lembrarei os que partiram
Que também ali rezavam
Dos que ainda vivos
Choram por ali voltarem.
Flores de acácias vermelhas
Nos altares colocarei
Pelos amores ali perdidos
Por tantas horas vividas
Pelos que ali deixaram
Tanta saudade sentida
