sábado, 26 de setembro de 2015

Estou triste!


Estou oca, vazia
Nada em mim desperta
Nem inspiração
Nem escrever coisa certa
Estou vazia de coração
Vazia de pensar
Nesta triste ilusão
De um dia eu acordar
Estou triste
Não sei que se passa
Nem que eu arrisque
Não vou beber desta taça

De amargura sem fim!

sábado, 5 de setembro de 2015

MÃOS RUDES

(flordeacacia)

Mãos rudes, de pele grossa
Queimadas pelo sol e pelo vento
Mãos duras do trabalho do campo
Que desbrava na sementeira do milho
Mãos que acariciam as crianças
Seguram ao peito e as amamentam
Mãos que acariciam seu homem
Quando na esteira se deitam
Mãos de mulher trabalhadora
Que envelheceram com os anos
E de velhas agora só trazem
Seguras entre elas e a capulana
Doces maduras e saborosas
As maçanicas do seu quintal!

domingo, 2 de agosto de 2015

UMA PRECE EM BOROMA



Um dia voltarei a Tete
Nesse dia irei a Boroma
Irei contornando o rio
Pela esburacada picada
Rezar naquele santuário
De bancos de madeira
E chão de pedra tão frio.

No nicho á sua entrada
Colocarei velas acesas
Lembrarei os que partiram
Que também ali rezavam
Dos que ainda vivos
Choram por ali voltarem.

Flores de acácias vermelhas
Nos altares colocarei
Pelos amores ali perdidos
Por tantas horas vividas
Pelos que ali deixaram
Tanta saudade sentida

terça-feira, 14 de julho de 2015

QUERO DANÇAR...



Hoje quero muito dançar
Rodopiar com meu vestido rodado
Apertadinha nos teus braços
Ao som do tango de Gardel
Hoje quero bailar
No salão engalanado
De estrelas na noite escura
Embalada pela valsa de Strauss
Hoje quero bailar
Até  o dia raiar
Rindo de felicidade
Ao som do samba mexido
Nas areias junto ao mar!

sábado, 4 de julho de 2015

GAIVOTAS



Vieram em bandos solitários

Voaram mares distantes

Rochas altas escarpadas

Traziam nas asas a pressa

De fugir as tempestades.

Poisaram no areal sereno

Onde as ondas batiam levemente

Cansados de tanto esforço

Foram ficando calmamente.

Vejo-os voando baixinho

Rasando as águas do mar

Voa gaivota voa


Elegante é o teu voar!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

FELICIDADE.


Felicidade é poder acordar
E sorrir
Poder ser amado
Não sofrer
Ter um sítio
Para dormir
Uma família
Para o acolher.
Ter liberdade
Para sonhar
Um naco de pão
Para comer.
Um homem
Para amar
Um filho para beijar
Saúde para viver
Deixem-me ser feliz
Enquanto por cá andar!




domingo, 7 de junho de 2015

Não digas nada!



Não digas nada

Deixa que o silêncio fale por ti

Não digas nada

Encosta apenas teu peito ao meu

 Não digas nada

Teus olhos dizem tudo

Deixa-me estar abraçada a ti

Não precisas palavras

Porque está tudo dito assim!