sábado, 9 de maio de 2015

Eu queria a paz .


Eu queria a paz
Aquela paz calada e serena
Onde apenas o xirico cantasse
Para alegrar as minhas penas.
Eu queria o silêncio
Onde apenas eu e tu
Olhássemos para o futuro
Envoltos nos nossos pensamentos
Eu queria a chuva
Aquela quente que refresca
Que tudo molha e também lava
As lágrimas de meu rosto.
Eu queria o sol
Que brilha com esplendor
Que  alegra, e ilumina
E curasse minhas dores
Queria o silêncio da noite
O cacimbo que cai de mansinho
Para me cobrir com a capulana
E tudo guardar dentro dela.  

domingo, 19 de abril de 2015

AÍ A CHUVA QUE CAI!




Aí a chuva que cai na terra quente
Deixa umas rodinhas de pó
E não estou só.
Pássaros voam em meu redor
Mergulham de prazer naquela chuva
Miudinha e tão fresca
Das poças deixadas na terra vermelha.
Abro os braços e deixo-me estar
Molha-me o rosto refresca-me a alma.
Sentada no chão de matope
Capulana colada ao corpo
Sinto o perfume da terra que é minha.
Pára a chuva volta o calor
Fica apenas o cheiro bom
Da terra molhada ao entardecer!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

As vozes da noite de Africa



A voz da mamana que canta baixinho
A criança que chora de fome
E os tiros que ecoam ao longe!
A chuva que cai miudinha
A capulana que enrola os dois
A fera que rosna mansinho
O medo que sentem depois.
Noite escura de tanta tortura
Acabem com a guerra venha o silêncio
Dos tiros que cruzam o ar
Das belas noites estreladas
Ao som dos batuques de África

terça-feira, 14 de abril de 2015

O CAFÉ



Manhã bem cedinho
Vou pedir café para dois
Abraçar-te com muito carinho
Olhar o mar depois.
As gaivotas voando baixinho
Perder-me em teu olhar
Fica o café esfriando
O tempo correndo que importa
Envolta em teus braços
Esqueço o café para depois!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Beijo



Beijo
Beijo de amor
Beijo de pais
Beijo de amigos
Na face sim senhor
Que custa um beijo,
Dê lá um
Vá!
O beijo é de graça
Não doí, é inocente
E não custa nada!


sexta-feira, 20 de março de 2015

A Lagrima






A Lagrima

Gota de agua pequenina
Que me escorre pelo rosto
Desde que era menina.
É o espelho fiel do coração
Nelas estão coisas tão lindas
Ou sangue puro e dor
Hoje as minhas grossas pesadas
São de saudade e desgostos
Saudades de outros amores
Outras coisas passadas
Um coração ferido de dor
Das loucuras de outrora
De pedaços de vida deitados fora

domingo, 25 de janeiro de 2015

Indefinição



Temo a escuridão da noite
Os sons lúgubres que oiço
Os fantasmas que me assustam
Meus olhos que se não fecham

Temo a luz forte da manha
Que me ofusca a visão
Os barulhos da rua á luz do dia
Minha cabeça vira uma confusão

Gosto da tarde ao entardecer
Que o sol se despede de mansinho
Nem fantasmas nem luz do dia
Virão até eu adormecer!

(flordeacacia)