sexta-feira, 16 de novembro de 2012






RETRATO

Corpo perfeito talhe de artista
Cabelos escuros cor indefinida
Olhos castanhos tão realistas
Sorriso aberto, boca fendida.

Tuas mãos fortes aveludadas
O andar certo compassado
Tudo em ti, perfeito, acabado!
Obra-prima da humanidade
Que me apraz tudo admirar.

Nesta minha completa insanidade
Analiso o ser com meu olhar!
Dentro dela, nada existe
Nem alma, nem dor ou sentir
És homem porque nisso insistes.

Prazer de enganar, de mentir,
Qual estatua de pedra rude
Perfeita, linda sem igual
Cai no chão, a todos desilude.
Fica em pó completo, afinal

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