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GOTA PEQUENINA
Pura cristalina
Que será que escondes?
Agua doce, salgada...
Analistas de todo o mundo
De que matéria será formada!
Pobre gota abandonada!
Todos lamentam quem a chora
Erro puro, enganos, suposições.
As lágrimas foram sempre e agora
Espelhos fiéis dos corações.
Analisadas em pormenor
Ver nelas coisas tão lindas
Ou sangue puro de dor
Ou saudades de amores
Quem as chora que as defina.
As minhas, choro-as copiosamente,
São gotas grossas pesadas
Encerram tão amargamente
Amores, desgostos, coisas passadas.
Se as forem analisar, enfim
Seriam de sangue compostas,
De dor dum coração ferido
Pena de te perder meu querido
Saudades das loucuras de outrora
Pedaços de vida deitados fora.
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