sábado, 24 de outubro de 2015

Solidão.



O velho vinil que roda
Na grafonola de pilhas gastas
Arrasta o som e choca
Como a música toca.
Olho o disco rodar
De copo de whisky na mão
Já de vista turvada
Arrasto meus pés
E danço sozinha na solidão.
Aperto-me em abraços a mim mesmo
Imagino teu corpo junto ao meu
Sinto teu cheiro teu perfume
Vou rodando, rodando
Até a música parar
E deixar-me cair no chão.

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