O velho vinil
que roda
Na grafonola
de pilhas gastas
Arrasta o som
e choca
Como a música
toca.
Olho o disco
rodar
De copo de whisky
na mão
Já de vista
turvada
Arrasto meus pés
E danço sozinha
na solidão.
Aperto-me em
abraços a mim mesmo
Imagino teu
corpo junto ao meu
Sinto teu
cheiro teu perfume
Vou rodando,
rodando
Até a música
parar
E deixar-me cair
no chão.





