domingo, 25 de novembro de 2012

NA QUIETUDE DESTA TARDE.

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Na plena quietude desta tarde
Só se ouve o cair da chuva
Caí miudinha, sem grande alarde
E  mais que nunca queria ser tua!

Escoam-se as águas pelos beirais
Meu pensamento anda á solta
Não sei qual deles corre mais
Só sei que ambos vão sem volta.

Corrente de água que engrossa
Pensamentos em sonhos formados
Puros e lindos como as rosas
Perfumam e caem desmanchados!

A água da chuva que terá seu fim
Alimentar os seres tão sedentos
Meus pensamentos, esses, enfim…
Servem só meus desalentos!

sábado, 24 de novembro de 2012

DIA DE CHUVA

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Chuva miúda que só molha a rua
No contraste com a tristeza
Que me atropela  as ideias
É esta chuva gelada
Que lava a alma
E apodrece o corpo
Também seca as alegrias
Os sorrisos espontâneos
Isola-me de tudo e de todos
Fico tão só neste dia,
E as lágrimas que não caem!



terça-feira, 20 de novembro de 2012

QUATRO PEDRINHAS

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Tenho dentro de minha mão
Escondidas apertadinhas
Quatro pedrinhas que me deste
Tão pequenas e polidinhas.
Apanhaste-as naquela praia
Quando passeávamos sozinhos,
E tantas outras encontradas
Que ficaram pelo caminho.
Dizias-me  com ar brejeiro:
Uma eram as flores,
A segunda joias  merecidas
A terceira beijos perdidos
A ultima nossos amores
Que jamais seriam esquecidos.
E nosso amor cresceu e cresceu...
Hoje de mesmo modo lindas
Olho-as com ternas saudades
Porque nosso amor morreu!





segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A GAROTA

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A Garota que aqui vejo
Não é fina nem letrada
Prende os olhares de quem passa
Veste capulana de muitas cores
Tem uma tez aveludada
E um olhar muito doce
A garota que aqui vejo
Caminha leve como uma gazela
Estica bem a sua carapinha
Cheira ás águas do meu Zambeze
Ri-se quando lhe digo que é tão bela
Baixa os olhos envergonhada
A garota que aqui vejo
É a cara das gentes da minha terra.

domingo, 18 de novembro de 2012

Os versos...



Os versos são pássaros que chegam
Não sei de onde nem porquê
Fazem companhia á solidão
Voam livremente e pousam
Na folha branca onde escrevo.
Alimentam-se das palavras doces
Amargas, e tristes, sei lá…
Cantam as vitórias de minha alma
Partem com as tristezas que recolhem!

sábado, 17 de novembro de 2012

DESÂNIMO






Percorro cegamente estes caminhos
Que a luz de meu pensamento indica
Nada encontro a não ser de víboras, ninhos
Com os quais luto ferozmente, e tudo fica!

Compreensão, inteligência, não existe!
Maldade, inveja quantas possam,
Tudo em redor sempre tão triste
Nada encontro que viver justifique

Senhor, se a cada um dás o mesmo
Porque há quem tenha tudo a mais?
Será por caminhos de maldade?

Caminhamos todos lado a lado
Uns seguem amando os demais
Outros… procurando a infelicidade!


sexta-feira, 16 de novembro de 2012






RETRATO

Corpo perfeito talhe de artista
Cabelos escuros cor indefinida
Olhos castanhos tão realistas
Sorriso aberto, boca fendida.

Tuas mãos fortes aveludadas
O andar certo compassado
Tudo em ti, perfeito, acabado!
Obra-prima da humanidade
Que me apraz tudo admirar.

Nesta minha completa insanidade
Analiso o ser com meu olhar!
Dentro dela, nada existe
Nem alma, nem dor ou sentir
És homem porque nisso insistes.

Prazer de enganar, de mentir,
Qual estatua de pedra rude
Perfeita, linda sem igual
Cai no chão, a todos desilude.
Fica em pó completo, afinal