Poemas, são sentimentos escritos com alma e ditados pelo coração...
domingo, 7 de junho de 2015
Não digas nada!
Não digas nada
Deixa que o silêncio fale por ti
Não digas nada
Encosta apenas teu peito ao meu
Não digas nada
Teus olhos dizem tudo
Deixa-me estar abraçada a ti
Não precisas palavras
Porque está tudo dito assim!
sábado, 6 de junho de 2015
Nem sempre!
Nem sempre à noite é escuro
Nela brilham os olhos
Dos animais bravos
Brilham os pirilampos
De luzinhas tremelicando
Parecem estrelas me chamando
Nos matos da minha saudade!
Nem sempre o dia é claro
Escurece com as pessoas más
A flor de pétalas profanadas
As invejas o ódio sei lá,
A lagrima que corre sem parar!
À noite o silêncio me acolhe
Nos braços de um sono profundo,
De dia o sol me queima
As coisas boas deste mundo!
quinta-feira, 28 de maio de 2015
É mal de doença.
Diz-me o que tens menino.
Não sei senhora!
Porque tanta tristeza,
É mal de doença
Ou falta de afecto?
Não sei senhora!
Conta-me baixinho
Onde é que doí mesmo.
Aqui senhora, abaixo do peito
Onde a dor se instala
E tem cura rápida
Basta um naco de pão!
Ah, menino
Tu tem é fome
Toma esta sopa.
Vai passar não
Pois essa sopa vou dar
Para meu irmão!
domingo, 24 de maio de 2015
Ler é bom!
É tão bom ler na cama
No quarto, no sofá
Sei lá!
Olho a estante arrumada
De muitos livros já lidos
Mas à noite pego neles
E releio alguns capítulos.
Estou só
Estão todos dormindo
Eu continuo relendo
As histórias do meu passado.
Já o sol alto brilha
Quando de um torpor imenso
Acordo.
As dores que no peito sentia
Foram as letras que me marcaram
Pois eram do livro que abraçara
Das historias que recordara
Na noite que havia perdido!
sábado, 9 de maio de 2015
Eu queria a paz .
Eu queria a paz
Aquela paz calada e serena
Onde apenas o xirico cantasse
Para alegrar as minhas penas.
Eu queria o silêncio
Onde apenas eu e tu
Olhássemos para o futuro
Envoltos nos nossos pensamentos
Eu queria a chuva
Aquela quente que refresca
Que tudo molha e também lava
As lágrimas de meu rosto.
Eu queria o sol
Que brilha com esplendor
Que alegra, e ilumina
E curasse minhas dores
Queria o silêncio da noite
O cacimbo que cai de mansinho
Para me cobrir com a capulana
E tudo guardar dentro dela.
domingo, 19 de abril de 2015
AÍ A CHUVA QUE CAI!
Aí a chuva que cai na terra quente
Deixa umas rodinhas de pó
E não estou só.
Pássaros voam em meu redor
Mergulham de prazer naquela chuva
Miudinha e tão fresca
Das poças deixadas na terra vermelha.
Abro os braços e deixo-me estar
Molha-me o rosto refresca-me a alma.
Sentada no chão de matope
Capulana colada ao corpo
Sinto o perfume da terra que é minha.
Pára a chuva volta o calor
Fica apenas o cheiro bom
Da terra molhada ao entardecer!
quinta-feira, 16 de abril de 2015
As vozes da noite de Africa
A voz da mamana que canta baixinho
A criança que chora de fome
E os tiros que ecoam ao longe!
A chuva que cai miudinha
A capulana que enrola os dois
A fera que rosna mansinho
O medo que sentem depois.
Noite escura de tanta tortura
Acabem com a guerra venha o silêncio
Dos tiros que cruzam o ar
Das belas noites estreladas
Ao som dos batuques de África
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