terça-feira, 14 de julho de 2015

QUERO DANÇAR...



Hoje quero muito dançar
Rodopiar com meu vestido rodado
Apertadinha nos teus braços
Ao som do tango de Gardel
Hoje quero bailar
No salão engalanado
De estrelas na noite escura
Embalada pela valsa de Strauss
Hoje quero bailar
Até  o dia raiar
Rindo de felicidade
Ao som do samba mexido
Nas areias junto ao mar!

sábado, 4 de julho de 2015

GAIVOTAS



Vieram em bandos solitários

Voaram mares distantes

Rochas altas escarpadas

Traziam nas asas a pressa

De fugir as tempestades.

Poisaram no areal sereno

Onde as ondas batiam levemente

Cansados de tanto esforço

Foram ficando calmamente.

Vejo-os voando baixinho

Rasando as águas do mar

Voa gaivota voa


Elegante é o teu voar!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

FELICIDADE.


Felicidade é poder acordar
E sorrir
Poder ser amado
Não sofrer
Ter um sítio
Para dormir
Uma família
Para o acolher.
Ter liberdade
Para sonhar
Um naco de pão
Para comer.
Um homem
Para amar
Um filho para beijar
Saúde para viver
Deixem-me ser feliz
Enquanto por cá andar!




domingo, 7 de junho de 2015

Não digas nada!



Não digas nada

Deixa que o silêncio fale por ti

Não digas nada

Encosta apenas teu peito ao meu

 Não digas nada

Teus olhos dizem tudo

Deixa-me estar abraçada a ti

Não precisas palavras

Porque está tudo dito assim!

sábado, 6 de junho de 2015

Nem sempre!



Nem sempre à noite é escuro
Nela brilham os olhos
Dos animais bravos
Brilham os pirilampos
De luzinhas tremelicando
Parecem estrelas me chamando 
Nos matos da minha saudade!
Nem sempre o dia é claro
Escurece com as pessoas más
A flor de pétalas profanadas
As invejas o ódio sei lá,
A lagrima que corre sem parar!
À noite o silêncio me acolhe
Nos braços de um sono profundo,
De dia o sol me queima
As coisas boas deste mundo!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

É mal de doença.


Diz-me o que tens menino.
Não sei senhora!
Porque tanta tristeza,
É mal de doença
Ou falta de afecto?
Não sei senhora!
Conta-me baixinho
Onde é que doí mesmo.
Aqui senhora, abaixo do peito
Onde a dor se instala
E tem cura rápida
Basta um naco de pão!
Ah, menino
Tu tem é fome
Toma esta sopa.
Vai passar não
Pois essa sopa vou dar
Para meu irmão!

domingo, 24 de maio de 2015

Ler é bom!



É tão bom ler na cama
No quarto, no sofá
Sei lá!
Olho a estante arrumada
De muitos livros já lidos
Mas à noite pego neles
E releio alguns capítulos.
Estou só
Estão todos dormindo
Eu continuo relendo
As histórias do meu passado.
Já o sol alto brilha
Quando de um torpor imenso
Acordo.
As dores que no peito sentia
Foram as letras que me marcaram
Pois eram do livro que abraçara
Das historias que recordara
Na noite que havia perdido!