domingo, 2 de agosto de 2015

UMA PRECE EM BOROMA



Um dia voltarei a Tete
Nesse dia irei a Boroma
Irei contornando o rio
Pela esburacada picada
Rezar naquele santuário
De bancos de madeira
E chão de pedra tão frio.

No nicho á sua entrada
Colocarei velas acesas
Lembrarei os que partiram
Que também ali rezavam
Dos que ainda vivos
Choram por ali voltarem.

Flores de acácias vermelhas
Nos altares colocarei
Pelos amores ali perdidos
Por tantas horas vividas
Pelos que ali deixaram
Tanta saudade sentida

terça-feira, 14 de julho de 2015

QUERO DANÇAR...



Hoje quero muito dançar
Rodopiar com meu vestido rodado
Apertadinha nos teus braços
Ao som do tango de Gardel
Hoje quero bailar
No salão engalanado
De estrelas na noite escura
Embalada pela valsa de Strauss
Hoje quero bailar
Até  o dia raiar
Rindo de felicidade
Ao som do samba mexido
Nas areias junto ao mar!

sábado, 4 de julho de 2015

GAIVOTAS



Vieram em bandos solitários

Voaram mares distantes

Rochas altas escarpadas

Traziam nas asas a pressa

De fugir as tempestades.

Poisaram no areal sereno

Onde as ondas batiam levemente

Cansados de tanto esforço

Foram ficando calmamente.

Vejo-os voando baixinho

Rasando as águas do mar

Voa gaivota voa


Elegante é o teu voar!

sexta-feira, 19 de junho de 2015

FELICIDADE.


Felicidade é poder acordar
E sorrir
Poder ser amado
Não sofrer
Ter um sítio
Para dormir
Uma família
Para o acolher.
Ter liberdade
Para sonhar
Um naco de pão
Para comer.
Um homem
Para amar
Um filho para beijar
Saúde para viver
Deixem-me ser feliz
Enquanto por cá andar!




domingo, 7 de junho de 2015

Não digas nada!



Não digas nada

Deixa que o silêncio fale por ti

Não digas nada

Encosta apenas teu peito ao meu

 Não digas nada

Teus olhos dizem tudo

Deixa-me estar abraçada a ti

Não precisas palavras

Porque está tudo dito assim!

sábado, 6 de junho de 2015

Nem sempre!



Nem sempre à noite é escuro
Nela brilham os olhos
Dos animais bravos
Brilham os pirilampos
De luzinhas tremelicando
Parecem estrelas me chamando 
Nos matos da minha saudade!
Nem sempre o dia é claro
Escurece com as pessoas más
A flor de pétalas profanadas
As invejas o ódio sei lá,
A lagrima que corre sem parar!
À noite o silêncio me acolhe
Nos braços de um sono profundo,
De dia o sol me queima
As coisas boas deste mundo!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

É mal de doença.


Diz-me o que tens menino.
Não sei senhora!
Porque tanta tristeza,
É mal de doença
Ou falta de afecto?
Não sei senhora!
Conta-me baixinho
Onde é que doí mesmo.
Aqui senhora, abaixo do peito
Onde a dor se instala
E tem cura rápida
Basta um naco de pão!
Ah, menino
Tu tem é fome
Toma esta sopa.
Vai passar não
Pois essa sopa vou dar
Para meu irmão!