terça-feira, 27 de junho de 2017

CAMPISTAS





Fui passear por Viseu
Passei pela ponte do Pavia
Vi pescadores aguardando peixe
Mas só de plastico os havia

Tantos arranjos se fizeram
Nesta linda e bela cidade
Desde iluminar os sinais
Com luzinhas acende e apaga.

Oh Senhor presidente
Renovar a Radial, ficou bem sim senhor
Mas um parque de campismo
Era bem mais urgente

Vemos os campistas às voltas
Por esta linda cidade
De caravanas modernas
Mas sem sitio para ficar.

De mapa aberto na mão
Chegam à triste conclusão
A cidade é linda e bela
Mas não têm onde ficar.







terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Quando eu morrer.!



Quando eu morrer
Não quero lágrimas
Nem tristezas junto a mim
Que ninguém vista preto
Nem me comprem flores
Não me enterrem com chuva.
Tão pouco com sol que tanto amei.
Quando eu morrer
Quero vossos rostos serenos
Lembrando das coisas boas vividas
Dos bons tempos que passamos
Quando eu morrer quero apenas
Que espalhem minhas cinzas
Nas águas do meu Zambeze.

E partirei feliz.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

PORTAS FECHADAS



Encontrei portas fechadas
Seladas, partidas
Janelas perdidas
Fendidas, esquecidas
Quando as portas se fecham
E janelas não abrem
Acaba-se a vida
Mas nelas pintaram
Caras desconhecidas
Coisas vividas
Crianças e idosos
Gentes de longe
Gente de perto
E as portas se abriram
E tudo  ganhou vida!


domingo, 15 de novembro de 2015

Liberdade


Liberdade

Será que liberdade é a guerra, o ódio
Ou a morte?
Será que liberdade é uma Granada, uma bazuca
Ou um canhão?
Será que liberdade é a fome, a sede
Ou a escravidão?
Será que a liberdade é a dor o escárnio ou um chicote?
Será que neste mundo não sabem
Que liberdade
É a vida
É a paz
É o amor
É a esperança
A Fé
E a musica!
A Liberdade nasce
Em cada um de nós
Vamos deixar que cresça
E que não morra
Entre todos.


(poema escrito por meu filho Miguel Alagoa em Junho 1985)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Dia dos Mortos



Hoje é o dia dos mortos
Não lhe leves flores
Leva-lhe antes orações
E todo o teu amor
Recorda-os como antes
Fecha os olhos e imagina
Que os tens na tua presença
Fala-lhes da saudade
Acaricia-lhe a alma com um sorriso
Não chores, dá-lhe orações
Porque precisam de paz
Eles não morreram
Vivem no teu coração
E teu  amor é infinito.

sábado, 24 de outubro de 2015

Solidão.



O velho vinil que roda
Na grafonola de pilhas gastas
Arrasta o som e choca
Como a música toca.
Olho o disco rodar
De copo de whisky na mão
Já de vista turvada
Arrasto meus pés
E danço sozinha na solidão.
Aperto-me em abraços a mim mesmo
Imagino teu corpo junto ao meu
Sinto teu cheiro teu perfume
Vou rodando, rodando
Até a música parar
E deixar-me cair no chão.